Justiça decreta prisão preventiva de operador do 'minhocão' e de dono do parque onde jovem morreu em MG
Jovem morre em acidente em parque de diversões itinerante A Justiça decretou a prisão preventiva do responsável pela operação do brinquedo 'minhocão' e d...
Jovem morre em acidente em parque de diversões itinerante A Justiça decretou a prisão preventiva do responsável pela operação do brinquedo 'minhocão' e do proprietário do Minas Center Park, parque itinerante em Itabirito, na Região Central de Minas Gerais, onde a jovem Carolina Beatriz de Deus Maciel, de 21 anos, morreu na noite do último sábado (11). Os dois passaram por audiência de custódia na tarde deste domingo (12). Eles haviam sido presos em flagrante por lesão corporal e homicídio culposo, mas, ao analisar o caso, a juíza Luiza Starling de Carvalho considerou que se trata de homicídio com dolo eventual – quando o agente não deseja o resultado criminoso, mas assume o risco de produzi-lo. "Os responsáveis tinham plena consciência do risco elevado envolvido na atividade e, mesmo assim, optaram por prosseguir com a exploração econômica do parque, assumindo o risco de ocorrência de resultado letal", diz um trecho da decisão. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Minas no WhatsApp Segundo o documento, quando o acidente ocorreu, quatro pessoas ocupavam o primeiro vagão do minhocão, que descarrilou e capotou ao fazer uma curva em alta velocidade. O brinquedo possuía apenas uma barra de contenção para as mãos, e as vítimas foram arremessadas ao chão. Carolina Beatriz teve parada cardiorrespiratória depois de sofrer um traumatismo craniano grave. Equipes de resgate tentaram reanimá-la, mas ela não resistiu. Outras três pessoas tiveram ferimentos leves e foram encaminhadas para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Itabirito. De acordo com a decisão judicial, o operador do minhocão reconheceu que o acidente pode ter ocorrido em razão do excesso de peso. Para a juíza, era atribuição dele "controlar o acesso ao brinquedo e autorizar a entrada dos usuários, podendo, portanto, impedir a utilização simultânea das vítimas caso identificasse risco". Em relação ao proprietário do parque, a magistrada destacou que ele não apresentou documentos que comprovassem a segurança dos brinquedos, que estavam em "condições precárias". "As medidas cautelares diversas da prisão revelam-se insuficientes e inadequadas no caso, diante da magnitude do fato e do risco concreto evidenciado", concluiu. Montagem de fotos com 'minhocão' que causou acidente em Itabirito e vítima, Carolina Beatriz Redes sociais O que dizem as defesas O advogado Giuliano Vettori Carvalho, responsável pela defesa dos presos, afirmou que vai requerer a revogação da prisão preventiva. "Recebemos com surpresa a nova tipificação do dolo eventual, considerando que o parque tem toda a documentação, toda as inspeções. Todas as manutenções preventivas e corretivas estão em dia, então não acreditávamos que fosse passar de um homicídio culposo com a situação da lesão corporal leve. [...] Cabe esclarecer também que o parque está dando toda a assistência para a família da vítima e colaborando integralmente com todas as investigações", afirmou. O advogado da família da jovem Carolina Beatriz, Daniel Soares, disse que a decisão "destaca que o funcionamento do parque se dava em condições potencialmente inseguras". "A prisão preventiva foi decretada não apenas pela gravidade concreta do caso, mas também para garantir a adequada apuração dos fatos, evitando qualquer interferência na produção de provas e na oitiva de testemunhas. Seguimos acompanhando o caso com responsabilidade, confiando no trabalho das instituições e na completa elucidação dos fatos", declarou. LEIA MAIS: Jovem morre após acidente em brinquedo 'minhocão' em parque de diversões de MG Cantora gospel que morreu após acidente em parque de diversões de MG: o que se sabe sobre o caso Quem era a cantora gospel que morreu após acidente em parque de diversões de MG Vídeos mais vistos no g1 Minas: